Boletim Informativo - Data 18/09/2009
”No Instituto, estamos com 3 projetos em andamento, e tem um 4º que falarei mais tarde. O primeiro projeto, já em andamento é o Banco de Dados. O Banco de Dados consiste na remessa por parte dos colegas tabeliãs dos títulos e documentos protestados para uma base de dados do Instituto.
Hoje nós estamos com 92 cartórios, que totalizam 115 tabelionatos, então esses 115 tabelionatos estão enviando os seus dados para esse banco. Temos cerca de 31 milhões 500 mil registros de títulos e documentos protestados.
Esse banco de dados começou com uma consulta pequena, e tem crescido paulatinamente. Em agosto do ano passado, havia uma consulta mensal de 274 mil, em junho de 2009, praticamente dobrou, foram 536 mil consultas mensais (100% de aumento). Por que esse crescimento? Porque tanto os colegas tabeliãs quanto a população estão reconhecendo uma boa oportunidade de aderir a esse banco de dado.
Para os tabeliãs é importante não deixar somente o CERASA, o acumulo desses dados, temos que ter o nosso banco de dados, hoje não dá mais para continuar nessa situação, de só entidades de fora da nossa classe que forneça estatísticas sobre o protesto, nós instituto de protesto, temos que oferecer essa estatística, e pra isso nós precisamos da adesão dos tabeliãs, os tabeliãs precisam mandar os seus dados. Alguns dizem que não irão mandar, pois depois, não irão retirar mais certidões nos seus respectivos cartórios. Ledo engano! Isso é um equivoco, desde que o primeiro tabelião de protesto entrou no banco de dados, não diminuiu nenhum mês a quantidade de certidões, pelo contrário, até aumentou o pedido de certidões e aumentou também o cancelamento de protestos, porque o usuário que ia ter um acesso fácil, tanto pela internet quanto pela ura por telefone, as vezes a pessoa nem sabe que tem protesto contra ela, e ela descobre e vem cancelar, por tanto, é um equivoco imaginar que a remessa do banco de dados vai diminuir o volume de serviço do cartório.
Quanto alguns argumentos que dizem que o interior é diferente da capital, claro, cada localidade tem suas particularidades, mas, nesse ponto não há diferença porque o pequeno comerciante, existente tanto no interior quanto na capital, ele tem uma ferramenta ágil e rápida pra ver se ele vai dá credito para aquela pessoa que ta procurando uma “lojinha” que não pode pagar o CERASA, as vezes o pequeno comerciante não é associado ao CERASA, ao SPC, porque a cada consulta que se faz, ele paga, e o nosso serviço é gratuito, então, as vezes antes de dar o crédito, ele entra e vê se a pessoa tem protesto. Não há diferenças. Tanto é que temos 92 comarcas no banco de dados, comarcas, pequenas, médias e grandes. Já estamos alcançando 600 mil consultas por mês. Basta apenas uma conscientização da importância da remessa desse banco de dados, que possibilita uma consulta gratuita para aprovação, pois hoje o molde da internet é ser gratuito. É um procedimento autorizado pela corregedoria, nós temos um processo na corregedoria, que o juiz auxiliar corregedor autorizou a formação desse banco de dados, não é nada imoral nem ilegal, é tudo feito na mais perfeita segurança e legalidade.
Aproveitando essa oportunidade do Boletim Informativo da Siplan, quero fazer essa conclamação aos colegas para que entrem nesse banco de dados. Não só a Siplan, como outras empresas que vendem, trabalham com esse serviço de informática para os cartórios, o que precisa para habilitar o cartório para entrar no banco de dados. Vamos participar, porque, quanto mais tabelionatos e quanto mais dados tivermos albergados nesse banco, melhor será o serviço prestado a população.”